NARRATIVAS BREVES - 1ª EDIÇÃO
(Crônicas)
Amigos em cena
Certo dia, minha amiga e eu estávamos lendo um velho livro que ela havia encontrado em sua casa. O livro, de certa forma, tinha uma escrita um tanto exagerada. Em um momento, ela resolveu imitar um trecho que estava escrito:
— “Oh, Juliet, não me deixe! Eu vou morrer se você sair por aquela porta!” — disse ela, num tom dramaticamente exagerado.
Eu caí na risada e entrei na brincadeira:
— “Caleb, não morra, eu vou voltar para você, pode acreditar!”
Terminamos as duas rindo juntas. Ela realmente é incrível.
Rayly Laís Freire Silva de Lima
Dinheiro ou amor?
Esporte é algo que muitas pessoas gostam e sonham em seguir como atleta profissional, mas algumas dessas pessoas preferem seguir outras áreas por não terem certeza se é isso mesmo que planejam — ou até nem gostam de esportes. Ele é algo que fazemos no nosso tempo livre ou quando estamos mal, para desestressar.
Jogar vôlei é algo que me faz sentir feliz, leve e com uma imensa vontade de aprender ainda mais. Perder o jogo me deixou triste, mas também acendeu algo em mim: senti vontade de querer jogar mais e mais. No jogo, eu queria salvar a bola a qualquer custo, mas não consegui por falta de conhecimento, equipamento e treinamento.
Tainá Santos Alves
Meus livros, minha vida
Fico lendo na biblioteca o tempo todo. Passo o máximo de tempo que consigo nesse lugar — é o meu lugar preferido.
Me apaixonei por livros quando tinha 12 anos. Meu celular quebrou do nada e, na época, fiquei triste. Mas hoje vejo que foi a melhor coisa que me aconteceu.
Hoje estou na biblioteca para esvaziar a cabeça. Tive uma semana cheia e estressante, e preciso ler as histórias de outras pessoas, viver outra vida. Parece um filme dentro da minha cabeça. É incrível visualizar tudo, sentir o que os personagens sentiram, passar raiva, tristeza, alegria e, no final, depois de terminar o livro, sentir saudades dos personagens — e revisitar a história algum tempo depois.
Perdi a noção do tempo na biblioteca de novo, mas valeu a pena. Me sinto bem melhor, mais leve. Agora preciso voltar para casa, jantar e dormir.
Depois do jantar, fui direto para o banho e, em seguida, me deitei. Mas, por algum motivo, o sono não veio. Em vez disso, fiquei pensando...
São as histórias deles, mas o que eu tô fazendo com a minha?
Isabelle Borges da Costa
Equipe DOM LITERÁRIO

