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Vozes em verso

POEMAS

2ª Edição

A poesia nasce, muitas vezes, de um instante quase invisível: um pensamento solto, um sentimento que não cabe em frase inteira, uma imagem que insiste em permanecer. Os poemas reunidos nesta seção são resultado desse exercício de escuta — do mundo e de si.

​​

Escritos por vozes diversas, esses textos não buscam uma única forma ou tema. Eles caminham entre o silêncio e a palavra, entre a experiência íntima e o olhar lançado ao outro. São poemas que experimentam, arriscam e dizem, cada um a seu modo, aquilo que nem sempre encontra lugar na fala cotidiana.

Liberdade sem limites

Eu quero ser livre como o vento,

com liberdade para fazer o que eu quiser.

Sem amarras, sem medo, sem dor,

eu quero voar, eu quero ser eu mesma.

 

Eu quero sentir o sol no meu rosto

e o vento nos meus cabelos.

Eu quero viver a vida sem medo

e ser eu mesma, sem precisar de aprovação.

 

“Alguém me chama de certo,

alguém me chama de errado.

Eu não ligarei para isso!”

 

A liberdade é o que eu busco,

o direito de viver a vida como eu quiser.

Eu quero ser livre como o vento,

com liberdade para fazer o que eu quiser.

 

Eu quero ser uma pessoa autêntica,

que não precisa de máscaras para viver.

Eu quero ser eu mesma, sem medo,

e viver a vida com liberdade e alegria

Stephany de Abreu Nunes Barbosa – 2º C

O amor que esperou

No passar dos dias, duas almas se encontraram

como estrelas que se encontram no céu.

E, mesmo diante das tempestades da vida,

guardaram-se em silêncio,

com a esperança de que o tempo, sábio e paciente,

traria de volta o que foi perdido.

 

Eles se afastaram,

não por falta de sentimentos,

mas por conta das curvas do destino.

E, nesse intervalo, cada um cultivou

a esperança de um reencontro,

sabendo que o amor verdadeiro

se fortalece com o tempo.

 

E, quando for o momento,

a conexão vai renascer

como uma nova luz.

Cada desafio enfrentado

será um degrau rumo ao reencontro,

e o que era distante se tornará próximo,

transformando a saudade

em força renovada.

 

Porque o tempo… ah, o tempo…

ele não grita,

não avisa,

não pede licença.

Ele cura.

Sempre cura.

 

Coloca cada coisa no seu lugar,

de um jeito tão suave

que parece até poesia.

 

Ah… é poesia.

Rodrigo Lopes – 3º A

Feridas que o tempo cura

Eu te amo.

Eu te zelo.

Eu te cuido.

Eu te vivo.

 

E, de repente,

eu te perco e sinto um vazio.

 

É a dor mais profunda

que meu coração já sentiu.

As feridas da vida mudaram o coração

e, aos poucos,

na dura e fria textura de uma pedra,

ele se tornou.

 

Nem os melhores curativos,

nem os melhores remédios,

nem as melhores cureiros*

sararam a dor do meu peito.

Ana Beatriz de Jesus S. Lacerda– 2º ano C

Brilho que se apaga na tua audácia

A lua está com brilho tão baixo.

Ela parece triste

com alguém que partiu.

 

Risco os dias, um por um,

à espera do momento em que tua

presença

volte a existir.

Maria Thatyellen – 3º B

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Dilema da vida

No cuidado que a vida traz,

há um céu sempre vivo e lindo.

E, quando a dor nos desfaz,

o tempo vem com um curativo

Miguel de Araújo Tavares – 2º C

A calma da manhã

O sol da manhã.

O silêncio, a calma.

A paz.

A ternura que esse momento traz.

 

O cheiro do café,

olhando o calendário.

O tempo vai passando,

e a pureza desse momento

congelada no tempo.

Isabelle Borges da Costa – 3º B

A janela do tempo

A vida adulta chega

e traz aquela sensação

de como abrir uma janela

e ficar ali, parada, perdida,

vendo o tempo passar depressa.

 

Um tempo que eu preciso,

um tempo

que eu necessito que volte

para relembrar quem eu sou.

 

Então fecho a janela,

deito em minha cama

e fico olhando para aquele abismo,

para aquela escuridão,

sem saber para onde vou.

Ingrid dos Santos Oliveira – 3º A

Apenas eu e a noite

Todas as noites me vem você à mente.

O silêncio da noite é calmaria.

A lua é minha única companhia.

Sua falta me faz te querer.

 

Eu e a noite, me sinto sem você.

Apenas eu e o silêncio da noite.

Apenas sem você.

 

Me culpe por me deixar,

mas não me deixe sem você.

 

Todos os dias me pergunto sobre você,

mas a única coisa que recebo

é ficar sem você e não te ter.

O silêncio da noite só me leva a você.

 

Não se culpe por me deixar,

só não me deixe sem você.

Maria Clara Alves dos Santos – 2º C

O calendário da vida

A vida é que nem uma nuvem,

num tempo calma, num tempo agitada.

A vida pode ser complicada

como uma nuvem na tempestade.

 

A vida é que nem uma nuvem:

tem tempo pra andar,

tem tempo pra relaxar.

A vida pode ser uma tempestade.

 

Em tempo,

o raio de sol aparecerá.

Ykaro Rodrigues – 2º C

Na caminhada

Nossa vida é como um jogo:

controlamos, ganhamos

e perdemos.

 

Com diferentes escolhas, seguimos

vários caminhos,

sendo eles certos, errados,

felizes ou solitários.

 

Mas apenas no final

sabemos que era a escolha certa,

porque, apesar das dificuldades presentes,

as pessoas que amamos

nos fazem esquecer.

Tainá Santos Alves – 3º B

Peões

Nós somos todos peões inconformados

e inquietos ao saber que vamos ser

sacrificados num vasto deserto de areia,

de preconceito e caos.

 

Nós somos todos peões, inquietos,

já predestinados à morte

em um vasto deserto,

presos na tempestade de areia e caos.

 

Nós, peões,

todos inquietos com o destino

feito de desastres,

devastando e se desmanchando

em um fim dramático…

 

…caos.

Ruan Generoso – 3º A

Águas de um rio

tempo passou…

Você acertou, errou, conquistou…

chorou, comemorou, sorriu…

 

Assim como as águas de um rio,

as águas que foram

não voltam mais…

 

Mas não se preocupe…

sempre há tempo para ser feliz.

 

Cada vez mais…

Arthur Mota de Lima – 3º B

No corredor vazio,

ecoam risos que já foram nossos.

 

As carteiras ficam,

mas a gente vai.

 

O último sinal toca

e parece despedida.

 

A sala de trás da escola

nem sabe que dói partir.

 

No fim do ano,

a gente aprende

que crescer também é perder

um pedacinho da gente.

Amanda Pereira de Siqueira – 3º A

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DOM — Revista Escolar. Projeto editorial produzido na E.E. José Domingos da Silveira.
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