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Ser Professora

  • 13 de jan.
  • 2 min de leitura

Um sonho que floresceu através do amor e da inclusão


Desde criança, eu sonhava em ser professora. Com o passar dos anos e as surpresas da vida, esse sonho ficou guardado até o momento em que meu filho primogênito começou a apresentar dificuldades na aprendizagem e uma forma singular de compreender o mundo.


Após consultas e orientações, veio o diagnóstico: Transtorno do Espectro Autista (TEA). Junto com ele, despertou em mim um olhar pedagógico que até então dormia. Sem condições de custear terapias, passei a integrar, com amor e dedicação, a equipe que ele precisava. Aprendi a criar estratégias, adaptar rotinas e, principalmente, a acreditar no poder da aprendizagem.


Foi nesse processo que decidi estudar e me tornei uma pedagoga convicta, inspirada nas palavras de Lev Vygotsky: “o que a criança pode fazer hoje com ajuda será capaz de fazer sozinha amanhã.” Essa crença me move até hoje — todos têm a capacidade de aprender, desde que encontrem a forma certa de serem ensinados.


Em 2024, recebi o maior presente: tornar-me professora da Educação Especial. Ao conhecer cada aluno, compreendi a dimensão da minha missão.  Lembro-me de um estudante que chegou em crise e, com um trabalho planejado e afetivo, passou a sorrir. Outro, que se escondia sob o capuz, aos poucos desabrochou. Houve também aquela que, antes superprotegida, passou a desejar estar na escola e a reconhecer-se como parte dela.


Cada história reforça em mim a certeza de que estou onde deveria estar. Pensar em estratégias e boas práticas pedagógicas é a forma que encontrei de contribuir para o crescimento dos meus alunos, com respeito, empatia e amor. Acredito que a verdadeira inclusão acontece não por obrigação, mas por compromisso com a vida do outro — e é isso que move minha prática todos os dias.


Profª.  Aline Mendonça de Araújo


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